Uma nova morada, uma cozinha aberta, um balcão pensado para quem quer petiscar de forma rápida e prática e, claro, a fusão de sabores que já se tornou imagem de marca. O Gula prepara-se para mudar de casa na Guarda, deixar o espaço onde nasceu, junto à Sé, para abrir portas no final de março, agora perto do Largo do Centro Comercial Garden.
O projeto nasceu no final de 2021 pelas mãos do chef e proprietário António Costa, de 44 anos, e Rui, um amigo de infância que está, atualmente, na Suíça. Desde então que a ideia de mudar de espaço andava a ganhar forma. “Já queria mudar o espaço há algum tempo”, admite. A decisão acabou por surgir como um “movimento estratégico” para “crescer a nível de espaço e para trazer um conceito diferente à cidade”.
A nova casa terá dois pisos e uma organização diferente, sendo que no piso de baixo fica a cozinha aberta e um pequeno balcão com quatro a seis lugares, No andar de cima ficará a sala principal do restaurante, com capacidade para 50 a 60 pessoas, acompanhada por um pequeno bar. No total, o espaço terá cerca de 60 metros quadrados.
A mudança traz também outras novidades. Uma delas é a pequena esplanada, com seis a oito lugares, pensada para momentos mais descontraídos, sobretudo para servir aperitivos e digestivos.

Na cozinha, o espírito mantém-se fiel à fusão de influências da Ásia, Itália e México. Foi também essa vontade de cruzar sabores que levou o chef a apostar em semanas temáticas, onde os pratos de cada país tomam conta da ementa. “É algo que não existia na Guarda e desta forma conseguimos que todos os nossos clientes, sem exceção, comam o que mais gostam”, explicam. Entre os pratos que já se tornaram habituais na casa estão o bao com camarão, maionese de coco e lima e conserva de couve roxa (16,5€) e o ramen com pernil desfiado (16,8€).
A carta vai manter-se praticamente intacta, tanto nas receitas como nos preços. Ainda assim, haverá algumas novidades. A principal é a introdução de um menu do dia, disponível de terça a sexta-feira, que inclui couvert, sopa, prato principal, sobremesa e café por 14,6€, sem bebida incluída. “Decidimos incluir o menu do dia à hora de almoço porque é uma refeição que acaba por ser mais rápida para os clientes habituais que vão trabalhar da parte da tarde”, explicam.
Antes da mudança definitiva, o atual espaço vai fechar já este domingo. “Estamos a fazer esta mudança em tempo recorde porque queremos que o novo espaço abra rapidamente e que os nossos clientes possam disfrutar de um espaço diferente, mas com o mesmo conceito.”
Na decoração também não haverá grandes surpresas. O estilo mantém-se, porque já se tornou parte da identidade do projeto. “Esta é uma das nossas imagens de marca.” O ambiente mistura arte urbana, referências dos anos 80 e 90, cinema e cultura skate. “A minha ambição era criar um ponto de encontro que refletisse o meu gosto pessoal pela música, pela cultura do skate e pela socialização”, conta.
Carregue na galeria para conhecer alguns dos pratos.

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