Raros são os espumantes que conseguem conjugar três qualidades especiais, a tradição, a técnica e a longevidade. O espumante exclusivo da Quinta da Biaia, em Castelo Rodrigo, na Beira Interior, é precisamente um desses casos. Acaba de ser lançado na terça-feira, 9 de junho e é uma novidade absoluta, com uma produção pequena de apenas mil garrafas e um estágio de 30 anos. Trata-se de algo que, segundo Pedro Nobre, responsável pela garrafeira Nobre Vinhos e Tal, na Guarda, é “verdadeiramente fora do comum”.
Por detrás desta referência estava a intenção de “criar um espumante com capacidade de envelhecimento extraordinária”, explica Pedro. A determinação em criar um vinho capaz de “aguentar muito tempo” reflete-se em cada aspeto da produção, desde a seleção do terroir até aos cuidados finais de repouso em garrafa.
As vinhas da Quinta da Biaia beneficiam de uma localização privilegiada, a 700 metros de altitude. Esta característica geográfica confere ao vinho uma acidez natural equilibrada e uma concentração aromática notável, “elementos essenciais para a longevidade que ambicionava”. A Beira Interior, “frequentemente negligenciada no contexto dos vinhos portugueses premium, revela-se aqui como um terroir de qualidades excecionais, demonstrando a evidência da longevidade do vinho desta zona”, realça o especialista.
A produção segue rigorosamente o método de Champanhe, “considerado o melhor processo para a elaboração de espumantes de qualidade”, explica. O vinho repousou em garrafa durante três décadas, tendo sido posteriormente submetido à prise de mousse, “uma segunda fermentação que dá origem às bolhas que definem os grandes espumantes”.

Na sua composição são utilizadas as castas Arinto e Chardonnay. “Esta última é frequentemente encontrada nos melhores champanhes franceses”, explica Pedro Nobre. O Arinto confere mineralidade e frescura, enquanto o Chardonnay acrescenta elegância e complexidade aromática.
Visualmente, apresenta uma cor “amarelo-palha intenso”, resultado do tempo de estágio. A bolha é “fina e persistente”, revelando a qualidade da segunda fermentação. No nariz, revela-se verdadeiramente complexo, com “notas de fruta seca, flores secas, tosta muito leve e pão torrado”. Na boca, o espumante destaca-se pela elegância. “A acidez encontra-se perfeitamente equilibrada”, enquanto o final é “harmonioso e longo”, deixando uma impressão duradoura de sofisticação no palato.
Disponível exclusivamente em três garrafas na Garrafeira Nobre Vinhos, este tesouro está avaliado em 75€. A sugestão é de Pedro Nobre, proprietário do espaço, que garante: “Apesar do preço, este é um espumante completamente exclusivo e raro. Além de que é muito versátil. É aquela bebida que acompanha a refeição do início ao fim. Desde as entradas, ao prato principal à sobremesa”, realça.








