Uma homenagem de Jorge Lourenço ao pai acabou por se transformar num dos vinhos mais reconhecidos da região. Produzido no concelho de Meda, em pleno Douro Superior, o Pai Horácio soma distinções em concursos nacionais e internacionais e é a escolha de Pedro Nobre, proprietário da Garrafeira Nobre Vinhos e Tal, na Guarda, que o destaca pela história familiar e pela qualidade que lhe tem valido sucessivos prémios.
“É um vinho que recebeu inúmeras medalhas de vários concursos de vinho, tanto a nível nacional como internacional”, salienta Pedro Nobre. Para o proprietário da garrafeira, o reconhecimento alcançado ao longo das diferentes edições confirma tratar-se de “um vinho francamente bom”.
Em 2026, venceu a Medalha de Ouro no Mundus Vini e no Portugal Wine Trophy, com a colheita de 2021. Este tinto arrecadou também a Medalha de Ouro no Concurso de Vinhos Crédito Agrícola e foi consagrado como o Melhor Vinho de Espanha e Portugal em 2023.
As vinhas que dão origem ao Pai Horácio estão localizadas no concelho de Meda, na sub-região do Douro Superior. “É uma zona marcada por condições particulares e por uma forte tradição vitivinícola, características que se refletem num vinho de grande personalidade”, explica Pedro Nobre.
Um dos elementos que mais contribui para essa identidade são as vinhas velhas utilizadas na produção. “É um vinho feito com vinhas velhas”, explica Pedro Nobre. Esta designação representa também uma grande diversidade de castas, já que as vinhas antigas podem reunir diferentes variedades plantadas em conjunto. “Quando se diz que o vinho é feito com vinhas velhas, é uma mistura de castas muito grande”, refere, acrescentando que “não se sabe ao certo quantas castas diferentes o vinho poderá ter”.

Essa diversidade ajuda a construir a complexidade do Pai Horácio, que apresenta uma cor granada profunda e muito intensa. “No aroma, sobressaem notas de fruta vermelha bastante madura, com uma componente de compota, acompanhadas por referências de terra molhada, baunilha e especiarias.”
Na boca, revela uma textura “aveludada”, marcada por taninos suaves. O final é outra das características que se destacam, com Pedro Nobre a descrever um vinho “persistente, com um final muito longo”.
A personalidade do Pai Horácio pede, contudo, um acompanhamento gastronómico à altura. Segundo Pedro Nobre, não é um vinho pensado para ser bebido isoladamente, mas antes para acompanhar uma boa refeição. “Este vinho pede comida”, afirma. Entre as sugestões estão carnes de porco estufadas e pratos de caça, capazes de acompanhar a estrutura e intensidade do vinho.
“É um vinho que tem uma estrutura muito grande e, bebê-lo sozinho, não se valoriza. Por isso, não será propriamente a escolha para uma tarde descontraída junto à piscina”, destaca.
“O Pai Horácio é uma ótima escolha para quem procura um vinho com uma história familiar por trás e um percurso de reconhecimento em concursos nacionais e internacionais.” Está à venda na Nobre Vinhos e custa 46,50€.








