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Este vinho branco imperdível é biológico, das Beiras e nasce em vinhas centenárias

Produzido a 700 metros de altitude combina práticas sustentáveis com um perfil aromático intenso de citrinos frescos e frutas tropicais. Custa 15€.

Um dos maiores achados de qualquer amante de vinhos é precisamente encontrar referências que sabem e cheiram precisamente ao lugar onde nasceram. O Quinta da Caldeirinha Branco pertence claramente a esse grupo. Produzido em vinhas centenárias a 700 metros de altitude, no Parque Natural do Douro Internacional, este branco da Beira Interior destaca-se pela frescura, mineralidade e por uma abordagem biológica que começou muito antes de se tornar tendência.

A Quinta da Caldeirinha Branco foi uma dos pioneiras da agricultura biológica na região, prática iniciada pelo produtor no início dos anos 2000. O projeto familiar, localizado na freguesia de Almofala, em Figueira de Castelo Rodrigo, não utiliza químicos nas vinhas centenárias de grande altitude. “Representa uma abordagem inovadora à produção vinícola na Beira Interior, combinando tradição com práticas sustentáveis de excelência”, explica Daniel Pires, proprietário da garrafeira guardense Bago a Bago.

As vinhas cultivadas a cerca de 700 metros de altitude beneficiam de uma amplitude térmica extrema, característica típica da região. “Este fenómeno geográfico reflete-se numa mineralidade e frescura invulgares para vinhos brancos desta altitude, conferindo ao vinho características únicas e diferenciadas que o posicionam como um produto de grande valor”, acrescenta.

Segundo o especialista, é precisamente essa acidez natural do terroir que distingue este branco. “Ao contrário da maioria dos brancos, a acidez natural do terroir confere-lhe um elevado potencial de envelhecimento em garrafa, permitindo que o vinho evolua e ganhe complexidade ao longo dos anos, revelando novos sabores e aromas.”

As vinhas biológicas crescem em solos compostos sobretudo por xisto e arenito, elementos que ajudam a construir o perfil mineral do vinho. O Quinta da Caldeirinha Branco enquadra-se na categoria de Vinho Regional Terras da Beira e DOC Beira Interior, “reconhecimentos que atestam a sua origem e qualidade dentro das medidas de controlo específicas”.

O lote junta as castas Síria, Fernão Pires e Malvasia Fina, sem estágio em barrica. Com cerca de 13 por cento de teor alcoólico, apresenta uma cor amarela citrina clara e brilhante, “que indica a sua juventude e frescura”. No aroma destacam-se notas de citrinos frescos, apontamentos florais delicados e fruta tropical.

Na boca, sobressai a frescura da hortelã, “que equilibra bastante bem com a acidez deste vinho”. O final é persistente e deixa uma sensação fresca e prolongada.

Daniel Pires recomenda servi-lo à mesa com uma salada de queijo de cabra. “Com o tempo mais quente a chegar, uma salada sabe sempre bem, principalmente com este queijo que é intenso e complementa bastante bem o Quinta da Caldeirinha Branco.” Ainda assim, garante que também resulta muito bem sozinho, para quem prefere apreciá-lo sem acompanhamento. O vinho está disponível na garrafeira por 15€.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Dom Miguel de Alarcão 17
    6300-675 Guarda
  • HORÁRIO
  • Terça a sábado das 14h30 às 20h00

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