As cerejas do Fundão continuam a ser um dos produtos mais emblemáticos do País e basta chegar o final de maio para começarem a aparecer por todo o lado. Cultivadas entre as serras da Gardunha e da Estrela, são conhecidas pela doçura intensa e pela curta época de colheita, que dura apenas até meados de junho.
Mas o Fundão não vive só das cerejas. A região produz também vinhos que começam a conquistar cada vez mais atenções, caso do Licoroso doce da Adega Cooperativa do Fundão, referência que é sugestão da semana de Pedro Nobre, fundador do restraurante e wine bar Nobre Vinhos e Tal, na Guarda.
“Este vinho não é uma aguardente, mas sim um vinho fortificado, um processo completamente diferente e mais refinado”, explica. A produção começa com o esmagamento das uvas para extração do sumo doce. “Num processo de fermentação normal, as leveduras naturais transformam o açúcar da uva em álcool até atingir aproximadamente 14 graus, quando morrem naturalmente”, refere.
Neste caso, porém, é adicionada aguardente ao sumo durante a fermentação. “Isso aumenta drasticamente o teor alcoólico e provoca a morte das leveduras”, explica. O resultado é um vinho que mantém a doçura natural da uva, criando equilíbrio entre açúcar e álcool.

O licoroso é produzido exclusivamente com a casta Merufo, típica da região do Fundão. Tem 15 graus de teor alcoólico e destaca-se pelos aromas de fruta tropical e notas suaves de baunilha.
Pedro Nobre recomenda o vinho para acompanhar sobremesas, sobretudo opções com chocolate ou bolo de coco. Também funciona bem com queijo, especialmente queijo de ovelha curado. “Existe um contraste muito interessante entre o doce do vinho e o salgado do queijo”, explica.
A temperatura ideal para servir ronda os 8 graus. No restaurante, Pedro prefere apresentá-lo em cálice. “Esta é a melhor forma de apreciar este vinho”, revela.
A sugestão está disponível na garrafeira do Nobre Vinhos e Tal por 9,25€. O spot na Guarda é conhecido pela garrafeira com mais de 500 referências. O espaço abriu em 2017 e é liderado por Pedro Nobre, que trocou uma carreira de 25 anos na banca pela área da gastronomia e dos vinhos. Saiba mais sobre o espaço neste artigo da NiG.








