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Nova exposição gratuita no Museu da Guarda reúne 30 obras de arte contemporâneas

A mostra reúne peças de artistas portugueses consagrados e celebra o legado do colecionador António Piné.

A exposição “Colecionismo Piné: Memórias e Surpresas”, inaugurada a 29 de novembro, no Pequeno Auditório do Museu da Guarda, reúne cerca de 30 obras que revelam a amplitude e a diversidade da arte contemporânea portuguesa. A mostra, inspirada pela figura de António Piné, é uma homenagem ao colecionador e uma celebração das múltiplas linguagens que têm marcado a criação artística em Portugal nas últimas décadas. 

Natural do concelho de Pinhel, António Piné exerceu a profissão de farmacêutico na Guarda. Ávido colecionador de arte, em 2008, doou 140 obras de arte moderna e contemporânea à Associação Nacional de Farmácias (ANF), da qual era associado. Com pinturas de artistas como Vieira da Silva a um desenho de Picasso, o espólio de Piné, — que atualmente integra o acervo do Museu da Farmácia, — foi avaliado, à época, em três milhões de euros.

A curadoria da exposição assenta num núcleo de peças adquiridas pelo próprio, que não foram incluídas nesta doação, complementado por aquisições recentes, feitas pela família do colecionador. Esse percurso de continuidade — desde a formação original do acervo até ao seu desenvolvimento atual — reflete o empenho em preservar e divulgar um legado cultural que ultrapassa a dimensão pessoal e se inscreve no património regional e nacional.

O busto evocativo de António Piné.

O conjunto exposto reúne trabalhos de artistas que se tornaram referências no panorama artístico português. Entre os nomes presentes destacam‑se Vhils, Noronha da Costa, Pedro Croft, Bordalo II, Manuel Cargaleiro, Eduardo Batarda, Mário Cesariny, Graça Morais, Moreira Neves, João Cutileiro, Ângelo de Sousa e José de Guimarães. A diversidade de técnicas, suportes e abordagens presentes nas obras mostra a vitalidade das correntes estéticas nacionais, desde experimentações contemporâneas até trajetórias consolidadas que atravessam a segunda metade do século XX e o presente.

Ao reunir essas peças no espaço do Museu da Guarda, a exposição convida a uma leitura plural da produção artística portuguesa, abrindo espaço ao diálogo entre gerações e estilos. A iniciativa sublinha também o papel do colecionismo privado na salvaguarda e promoção da arte num local onde é apresentado agora como um recurso público, capaz de inspirar e formar novas audiências.

A mostra, com entrada gratuita, pode ser visitada até 29 de março de 2026, no Espaço #5, no Pequeno Auditório do Museu da Guarda.

 
 
 
 
 
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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Alves Roçadas, 30
    6300-663 Guarda
  • HORÁRIO
  • Terça a domingo:
  • 9 horas às 12h30
  • 14 horas às 17h30

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