O nome oficial é Cascata do Caldeirão mas, para quem a conhece de perto, é apenas a Cascata Rosa. Um nome conquistado graças à incomum tonalidade rosada das rochas esculpidas pela água, cuja oxidação dos minerais dá origem a um salmão rosado que pinta o cenário.
Com quase 50 metros de altura, junto ao paredão da Barragem do Caldeirão, a cascata é um dos mais belos tesouros escondidos na Guarda, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. Mas como é que se chega até lá? Não é difícil. Basta percorrer o mais famoso passadiço da região, os Passadiços do Mondego. E fazer um pequeno desvio.
A Cascata do Caldeirão fica próxima do ponto de partida e chegada da Barragem do Caldeirão, o que torna o acesso relativamente simples. Com a instalação dos passadiços de madeira, o acesso pedestre passou a ser considerado fácil a moderado, com uma descida de cerca de cinco a dez minutos a partir da zona da barragem.
Os Passadiços do Mondego têm aproximadamente 12 quilómetros e ligam Videmonte à Barragem do Caldeirão, atravessando as Aldeias de Montanha de Videmonte, Trinta, Meios e Corujeira, bem como Aldeia Viçosa, Mizarela, Pero Soares e Vila Soeiro. Para chegar à cascata, é necessário fazer um desvio de cerca de 2,5 quilómetros a partir do percurso principal, num caminho identificável e que vai sempre a direito, sem grandes desvios, subidas ou descidas.
Este é um caminho que o leva até ao topo da cascata – que poderá eventualmente escalar, com ajuda, mas já lá vamos. Existe forma de chegar ao fundo da cascata, sem fazer esta escalada, embora, como adverte Paulo Sanches, do Clube de Montanhismo da Guarda, que obriga a passar por terrenos privados.
“A sua localização geográfica e o património cultural à volta tornam este local um destino obrigatório para quem procura explorar a beleza da Serra da Estrela”, explica o especialista da zona.
O percurso até à cascata atravessa paisagens que acompanham o rio Mondego, com vistas amplas sobre a natureza envolvente. Pelo caminho surgem zonas mais selvagens, quedas de água e, claro, a Cascata Rosa. O trilho completo tem dificuldade média, inclui mais de 1000 escadas e alguns desníveis, com um tempo estimado entre três a quatro horas.
Quanto à melhor altura para visitar, Paulo refere que “a primavera e o outono são ideais, quando o calor não é tão intenso e a natureza apresenta toda a sua explosão de cores”. Destaca ainda a primavera como um dos momentos mais marcantes, “com a vegetação verdejante e as flores silvestres a criar um tapete multicolorido ao longo do caminho”, facilitando também o acesso ao desvio para a cascata.
Para fazer o percurso com conforto, recomenda-se roupa leve e calçado adequado. Paulo aconselha ainda levar impermeável ou corta-vento e proteção solar, “uma vez que o percurso na Serra da Estrela é bastante exposto”, mesmo fora do verão.
Para os mais aventureiros, existe a possibilidade de descer a cascata, numa atividade promovida pelo Clube de Montanhismo da Guarda. A descida não é habitualmente feita no inverno, a não ser que as condições meteorológicas o permitam. “Esta atividade recomenda-se apenas para quem tenha bastante prática neste tipo de desportos devido, não só à dificuldade, como ao perigo”, alerta.
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