A Linha da Beira Baixa encerrou a 11 de fevereiro de 2026, na sequência de deslizamentos de terra e aluimentos provocados pelas tempestades que afetaram o País e danificaram a infraestrutura. Agora, sabe-se que a ligação ferroviária entre a Guarda e o Entroncamento “deverá estar totalmente operacional até ao final do ano”.
A garantia foi dada durante a reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra de 21 de abril, por parte de Miguel Cruz, atual presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), que cederá o lugar a Paulo Carmona, atual diretor-geral da Direção-Geral de Energia e Geologia, cujo nome já foi aprovado pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, revelou o jornal ECO.
Para acelerar a intervenção, a IP lançou, em meados de março, um concurso público internacional, no valor de cerca de sete milhões de euros, destinado à estabilização do troço entre Belver, Fratel e Sarnadas de Ródão, nos concelhos de Gavião e Vila Velha de Ródão.
Desde então, o transporte de passageiros tem sido assegurado por autocarros entre a Guarda e Abrantes, como solução temporária para reduzir o impacto na mobilidade. A reposição da linha ferroviária continua a ser prioritária para o regresso à normalidade.
Miguel Cruz reforçou o compromisso da IP em garantir que “tanto o projeto quanto a intervenção sejam executados com a maior rapidez possível”. A conclusão dos trabalhos é considerada essencial, “não apenas para restaurar a conectividade ferroviária regional, mas também para garantir a continuidade económica das zonas servidas pela Linha da Beira Baixa”.








