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Mais espaços verdes e uma ecovia maior: esta obra promete transformar o Vale do Cabroeiro

A intervenção aguardada há mais de 30 anos inclui novos acessos, percursos para peões e ciclistas e a expansão do Parque Industrial.

Mais dois quilómetros de ecovia, percursos para peões e ciclistas, novos espaços verdes e uma zona com capacidade para cerca de 500 habitações. É esta a transformação prevista para o Vale do Cabroeiro, onde está prestes a arrancar uma obra de 13,7 milhões de euros que promete transformar a cidade.

O auto de consignação da obra de Regeneração Urbana do Vale do Cabroeiro foi assinado na passada sexta-feira, 4 de setembro, enquanto o contrato da empreitada tinha sido celebrado a 28 de janeiro, nos Paços do Concelho. Os trabalhos ficam a cargo de um consórcio formado por três empresas da Guarda e têm um prazo de execução de cerca de três anos.

Uma das principais mudanças será a construção da variante dos F’s, também conhecida como variante da Ti Jaquina, que fará a nova ligação entre o centro da cidade e a Via de Cintura Externa da Guarda (VICEG). O projeto deverá também melhorar os acessos aos bairros de Nossa Senhora dos Remédios, Luz Pinheiro e Póvoa do Mileu.

A transformação não se fica pelas estradas. A ecovia existente vai crescer cerca de dois quilómetros e criar uma ligação entre os bairros adjacentes de Nossa Senhora dos Remédios, Luz Pinheiro e Póvoa do Mileu. Estão ainda previstos percursos pedonais e para ciclistas, novos espaços verdes e a valorização da arborização, para tornar as deslocações entre diferentes zonas da cidade mais acessíveis e confortáveis.

Imagem do projeto.

A zona deverá também ganhar espaço para mais moradores e empresas. O projeto prevê uma nova área de expansão habitacional, com capacidade para cerca de 500 habitações, e a duplicação da área do Parque Industrial.

Para Sérgio Costa, presidente da Câmara Municipal da Guarda, “trata-se da obra mais importante da história recente da Guarda”. O autarca considera que o projeto vai acrescentar à cidade um “sexto F: o de futuro”, tornando-a “mais coesa, mais central e ligada à Europa”.

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