O fim de uma relação amorosa levou Ivo Gonçalves a escrever, apenas com 17 anos, o primeiro poema. Foi nessa altura que encontrou na poesia uma forma de pôr em palavras aquilo que sentia. “Sempre tive um gosto grande pela cultura e na poesia uma forma também de abrir as emoções, de certa forma.”, recorda o autor.
Hoje, aos 33 anos, Ivo mantém uma forte ligação à cultura, à filosofia e à reflexão sobre o ser humano. Começou por estudar Ciência da Cultura e, mais tarde, seguiu a área da Filosofia, que encara não apenas como uma área académica, mas também como uma forma de estar na vida. Com cerca de 100 poemas escritos, prepara-se agora para apresentar, setembro, a sua primeira coletânea de poesia, intitulada “As Fases Inacabadas de uma Alma”.
A iniciativa acontece no Centro Cultural da Guarda e contará com a apresentação de 12 poemas selecionados pelo autor. “Vai ser uma exposição, depois com pessoas convidadas para falar sobre as minhas poesias. O importante são as pessoas, cada um com o seu momento, com a sua vida, com os seus problemas, identificar-se de uma maneira com essa poesia.”, explica.
Apesar de já ter escrito mais de 100 poemas, Ivo escolheu apenas 12 para esta exposição, para tornar a experiência mais acessível e evitar que o excesso de textos torne a leitura cansativa. “Escolhi mais aqueles que eu acho mais especiais, aqueles que podem mais tocar quem está a ler. Aqueles que eu acho mais profundos e de reflexão”, acrescenta.
A poesia de Ivo centra-se sobretudo nas questões interiores do ser humano e nas preocupações da sociedade atual. Os poemas abordam conflitos internos, sentimentos, inquietações e questões relacionadas com a identidade, mas também refletem sobre os problemas da sociedade contemporânea.
Para o autor, não existe necessariamente uma única interpretação para cada poema. A intenção é que cada leitor possa encontrar nos versos algo que se relacione com o seu próprio dia a dia, com as suas experiências e com os seus sentimentos.







